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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Boa sorte




Dizem que os romanos comemoram no dia 24 de junho o dia da deusa da sorte.




Não sei se coincidência ou não,mas encontrei ontem um poema que fiz há algum tempo sobre isso.Espero que gostem e que traga boa sorte pra todos nós!








CHEGA DE LEVE

E NOS BEIJA A FRONTE

BRINCA SUAVE,

UM RISO NA FACE,

MULHER CAPRICHOSA

DANÇA FACEIRA

ESPALHA OS CABELOS

ATIRA O VÉU...

TRÁS PRESENTES DE SOL E DE LUA

TEM NAS MÃOS AS ESTRELAS

DE PRATA TÃO PURA...

FADA MADRINHA

ME VESTE PRO BAILE

ME CALÇA OS SAPATOS

DE PURO CRISTAL.

LEVA-ME AO PRÍNCIPE

LEVA-ME AO PALÁCIO

DO TESOURO MATERIAL.

APRESENTE-ME AO NIRVANA

PRA QUE EU COLHA E ESPALHE

OS DONS CELESTIAIS.

DANÇA COMIGO A DANÇA DOS DEUSES

DOS AGRACIADOS

COM ESPERANÇA E AMOR

E A TI MENSAGEIRA

ANJO DA BOA SORTE

SEREI SEMPRE GRATA

TE ACOLHEREI EM MEU PEITO

PRESENTE SAGRADO

POR DEUS ENVIADO

A QUEM TODA ME DEVOTO.

TRAGA A MIM SABEDORIA

PRA ESPALHAR PELOS MEUS DIAS

E UM AMOR ETERNO DE FATO.

E SE PECADO NAO FOR

AINDA OUSO PEDIR

COM REAL CLAMOR

SEJAM TODOS OS HOMENS

PEQUENOS OU GRANDES

FORTES OU FRACOS

IGUAIS PERANTE O TE FAVOR...















segunda-feira, 22 de junho de 2009

Tela cheia


No tempo da máquina de escrever,essa expressão era válida:a síndrome do papel em branco.Aquele momento em que o escritor frente a frente consigo mesmo e com a bendita da máquina não sabia o que dizer ou o que escrever.

Nada de depressão,síndrome do pânico nem falta de talento ou criatividade;apenas aquele vácuo irracional em que as coisas,sabe,aquelas de dentro do cérebro,do coração e da vida,parecem não fazer o menor sentido e escrever passa a ser uma abstração da nossa ridícula condição humana,quase um fardo.

Sempre pensei que o escritor é antes de mais nada um achólogo,ele acha tudo palpita em tudo,sem necessariamente ser técnico nem especialista em nada.Talvez seja esse o seu grande fascínio!Coisa boa é poder divagar despretensiosamente no mundo das letras,sem dramas nem imposições.Ao menos para mim que o faço antes por prazer que por obrigação.

Ainda assim,vez por outra e não sei por que normalmente de madrugada eu me deparo com a tela em branco.Sim,os tempos mudaram, agora é a tela do computador que me olha desafiadoramente como que esperando que eu tome uma atitude.

Após ler e reler todos os emails,varrer o orkut,arrumar álbuns,e buscar convencer a mim mesma que três horas viajando na internet não são em vão...bom...percebo que não há muito o que dizer hoje.

Nesses momentos eu tenho sempre um providencial remédio,um antídoto pro coração e pra alma, um jeito de não deixar passar em branco o meu cantinho poético.

Não há como não ficar feliz,não sorrir diante da genialidade desse ser humano.E é com ele que eu inicio ou fecho toda essa questão.

Há tempo pra escrever e tempo pra ler,pra beber na fonte da sabedoria dos mestres.

Assim,sem nenhuma contra indicação,lá vai o recado do meu ídolo das letras.Fica assim minha tela cheia de vida,minha alma agradecida e plena.


O que faz bem pra minha saúde!

Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem!
Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!
Luiz Fernando Verissímo

sexta-feira, 19 de junho de 2009


Mensagem à família


Na educação de nossos filhos

Todo exagero é negativo.

Responda-lhe, não o instrua.

Proteja-o, não o cubra.Ajude-o, não o substitua.

Abrigue-o, não o esconda.

Ame-o, não o idolatre.

Acompanhe-o, não o leve.

Mostre-lhe o perigo, não o atemorize.

Inclua-o, não o isole.

Alimente suas esperanças, não as descarte.

Não exija que seja o melhor, peça-lhe para ser bom e dê exemplo.

Não o mime em demasia, rodeie-o de amor.

Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo.

Não fabrique um castelo para ele, vivam todos com naturalidade.

Não lhe ensine a ser, seja você como quer que ele seja.

Não lhe dedique a vida, vivam todos.

Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele o olha.

E, finalmente, quando a gaiola do canário se quebrar, não compre outra...

Ensina-lhe a viver sem portas.


quarta-feira, 17 de junho de 2009


Hoje trouxe um poema de uma nova, mas já muito querida, amiga : Camila Milani.
Professora,poetisa,escritora,integrante da Cooperifa em São Paulo.
Essa é puro talento!


Vivo de hipérboles
Em meio a paradoxos e antíteses...
Todos os sentimentos
Em mim criam raízes...

E mesmo mortos ou ressecados
Brotam em vida novamente
Em momentos inesperados
Sem o semear da semente.

Dentro de mim há um labirinto,
Tudo se perde... tudo se acha...
Divinamente escrevo o que sinto
Outras vezes, escrevo em desgraça.

Às vezes me projeto ao céu
E por anjos sou aconselhada,
Protegida por divino véu
Escrevo versos ajoelhada.

Há dias em que vivo no inferno,
Até ouço a voz do capeta!
Então grito, esperneio, baderno...
No silêncio da minha caneta.

Tudo em mim é constante e complexo.
Em tudo há dor, amor, fantasia...
Caminho, e em sentimentos tropeço.
Transformo a vida em poesia!

(Camila Patrícia Milani)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Lá fora


Que há la fora hoje que me encante
E torne minha manhã possível
E passível de deslumbramento?

Que coisa há concreta e visível
Que me proporcione bons momentos?

Abro a janela e nada vejo
Tudo repousa absolutamente igual

E adio a grandeza que almejo
Para um amanhã novo e fatal.

Todos os dias repito a tarefa
De buscar além do horizonte
Qualquer coisa que me valha o ontem.

Vou matando assim as madrugadas
As tardes e noites passadas
E ansiando um futuro que não tarda.

Que há lá fora hoje que me encontre?

(Edilene Santos-Caçando Estrelas)








sexta-feira, 12 de junho de 2009




És tú pantera incerta
que doces cantos entoa
que meu coração apertas
e derramas o mel enquanto voa.


Rainha de beijos doces
de calma e olhar de fogo
acende o mar em meu peito
apaga o sol em sono.


Dai me o teu poder de pessoa
dai me a tua calma de Deusa
és mãe


és musa


és leoa


és lua


és lenda


és loa...

(Daniel Alexandrino )





Trago a alma repleta de flores

Trago a magia de doces amores

Colhidos dos olhos teus,

Um sorriso secreto nos lábios

que só tu desvendas,

uma impaciência

uma carência

um medo de adeus...


Trago um abraço ainda apertado

um calor de silêncio cansado

uma alegria que arde e explode

na surpresa dum prazer infindo.


E a gratidão de coração em festa

De quem redescobre

Um amor menino...


(Edilene Santos)






quarta-feira, 10 de junho de 2009

Saudade

A saudade é a cortina improvisada com um cobertor azul
só pra sentir o suor do teu corpo
sob o baque solto
do meu maracatú


Daniel Alexandrino

Chuva

Lá fora uma chuva fina desabou a chorar.
Por trás da vidraça ,eu,olhos fixos vidrados.
Um colibri voou rápido e procurou abrigo,
Pairei os olhos no ar.
Um vento leve balançou os galhos,
Meu coração trancado,sem ar.
Chuva,vento,pássaros e folhas
Brincam com força a me desafiar
Com raiva fechei a janela
Apaguei as luzes e as vozes
Só vou sair, quando a chuva passar.

(Edilene Santos)


terça-feira, 9 de junho de 2009

A casa

A casa é o espaço pra acolher,proteger,pra se resguardar...é também o espaço que gostamos de dividir com os amigos, com aqueles a quem queremos bem.
Símbolo do nosso espaço pessoal,da nossa psique, no mundo dos sonhos.
E quanta gente não anda por aí a sonhar com uma simples casa real de alvenaria,de chão batido, de janelas e portas simples pra se abrigar e abrigar os seus...


Esse pequenino texto escrevi há muitos anos,e fala desse espaço tão sagrado e querido.

Minha casa não era nem branca nem florida,tampouco ao Leste voltavam-se as sua janelas...mas na poesia de minha infância,corria a dar voltas no quintal,saudando o sol que nascia por detrás dela...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Festas Juninas


Junho é um mês muito especial pra mim.

Filha de nordestinos, aprendi desde cedo a fazer fogueira, balões,pipocas, a gostar da dança e da alegria tão peculiar a esse povo brasileiro.

Meu pai (João) aniversaria em junho.Vai ver que é por isso que ele fala tanto das coisas de sua terra ,dos folclores, das catiras,reizados, vaquejadas,violeiros e ,claro,das memoráveis festas juninas,que todo nordestino se gaba em dizer, não há iguais às de Caruaru.

Lembro de um tempo doce em que meus irmãos, os vizinhos,primos e amigos chegavam e se assentavam ao redor da fogueira (aqui mesmo na periferia de São Paulo).Havia espaço ,quintais de terra batida, ruas tranquilas e quase sem carros e a gente tinha esse privilégio de ficar até bem tarde brincando ou papeando no portão.

Minha mãe preparava sempre alguma coisinha,porque não havia tanta fartura assim, mas havia sempre a boa vontade e o prazer de ensinar aos filhos que "o pouco com Deus é muito".

No grande terreno ao lado da nossa casa meu pai plantava milho,batata doce,abóbora, de tudo um pouco...eu ficava abismada em ver como ele entendia da terra e me perguntava como ele podia saber a época certa de cada plantação.

As vezes ele nos deixava colocar os grãos de milho nas pequenas covas que ia abrindo e sempre com a recomendação da quantidade certa(que não deve passar de cinco ou seis eu acho).

Espertinhos, a gente sempre achava que se colocássemos um pouquinho mais ia nascer muito mais milhos.Meu pai ria da nossa teoria e ficava de olho pra retirar sutilmente qualquer excesso.
Aprendi com ele a respeitar a natureza, a gostar dos bichos e da simplicidade da vida.

O tempo passou e hoje na periferia ( no mesmo lugar onde nasci), já não há mais espaço para tantas fogueiras como havia antes.A cidade cresce assustadoramente e as pessoas vão tratando de construir casas e mais casas em todo o espaço possível.

Ainda assim sempre se dá um jeitinho e logo surgem as quermesses nas ruas, nas paróquias,em todo canto um prato típico,o quentão e o vinho pra espantarem o frio e assistimos assim a continuidade dessa tradição tão bonita.

São Paulo que abriga tantos imigrantes do norte e nordeste, ganha assim um colorido especial.Noite de festas juninas, noites de sonhar com o sertão, com a alegria, o cheiro e o sabor do campo...

sábado, 6 de junho de 2009

ULtima Poesia Humana



Um beija-flor pousou na antena
E beijou as próprias penas
Aspirando uma flor que não havia.

O canto do galo ecoou distante
E eu acho que ele sabia...
E temeu o amanhã seguinte
Que não mais anunciaria

Uma última pétala esquecida
Cobriu o último dos mortais
E ela mesma embevecida
Plantou-se pra nunca mais...


Veio o silêncio e a escuridão
Numa saudade infinita
Que se espalhou pelo Universo

Veio a tristeza na amplidão
De tantas galáxias bonitas
Espalhadas por mundos diversos,

E assistiram à calmaria que se instalava
Ante as lágrimas de um olhar perplexo...

(Edilene Santos)









sexta-feira, 5 de junho de 2009


Bom dia!Lindo e frio dia.

Não dá pra começar a escrever hoje sem falar da noite de ontem:
Maravilhoso o I Encontro Poético Saraus literários lá no memorial da América Latina.

Confesso que me perdi um pouco até achar o tal do portão seis(tudo bem eu não tenho bom senso de direção mesmo),mas consegui chegar e assistir a um excelente debate.

Frederico Barbosa,Sergio Vaz,Antonio Vicente Seraphim Pietroforte,Sacolinha,Rui Mascarenhas, compunham a mesa de debate.

Cada um deles falou de suas experiências e aspirações como escritores.E contou um pouco do caminho da pedras até a publicação de um livro para quem está começando.

Na platéia gente bonita de todos os cantos de São paulo.Representantes e participantes dos diversos saraus que se espalham pela cidade,mais alunos e professores da Uni Nove.
Debate lindo,inteligente(parecia programa do Jô,só que sem o Jô)rs

Não posso deixar de mencionar aqui a manifestação de amor e carinho ao nosso amigo Sérgio Vaz.Aplaudido ,merecidamente, de pé por seu carisma, simplicidade e porque sabe, como ninguém dar o recado do povo.

Muito se deve a ele quando se fala em saraus pela periferia.Foi um dos precursores,um dos que acreditou que a periferia também tem carência de livros, e de poesia.Nos mostra que mudar é possível com um pouco de boa vontade e atitude.

Saudações poéticas!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Da periferia para o mundo!

Faz um frio terrível esta manhã.Ao menos para mim que não suporto baixas temperaturas.Nunca entendi direito essas pessoas que pagam uma fortuna pra ver neve...brrr
Apesar do frio intenso espero que amanhã seja um dia,ou melhor uma noite, de acaloradas participações poéticas em São Paulo.
Vai acontecer no Memorial da América Latina o I ENCONTRO COM A POESIA URBANA: SARAUS LITERÁRIOS – DA PERIFERIA PARA O CENTRO.
A idéia é levar para o centro pessoas ligadas aos numerosos saraus que se espalham pela cidade de São Paulo,mais precisamente nas áreas de periferia.
As vezes acho estranho definir qualquer de minhas criações ou de quem quer que seja como literatura da periferia.Talvez porque imagino a literatura e principalmente a Poesia como algo acima de qualquer fronteira ou barreira geográfica.No entanto é inegável que a periferia possui identidade,cultura e linguagem própria e que de alguma maneira tudo isso sempre estará refletido na literatura dos escritores considerados"periféricos".
A aproximação maior desses saraus e desses movimentos literários me fizeram enxergar melhor alguma questões.
Sabemos que a Língua é uma Instituição e que toda instituição,dentro do capitalismo, funciona como divisora de classes. Logo, quando a periferia encontra espaços para refletir,produzir textos e criar espaços para verbalizar,expressar-se poeticamente,ela cobra a parte que lhe cabe e o reconhecimento como participante dessa instituição, diminuindo assim um pouquinho dessas margens.
Há muito que presto atenção às sábias palavras do povo que circulam por aí.
De repente fica claro pra mim que "é nois na fita" significa que o "povo lindo, povo inteligente",como diz Sérgio Vaz, também se vê e se sente nas telas,na mídia,ocupando seu espaço.
De repente fica claro também que "é tudo nosso e se não for nóis toma", não siginfica violência, revolução armada mas armar-se de argumentos e de idéias pra impor nosso jeito de falar e tomar nossos acentos, se não nas cadeiras dos imortais, ao menos no reconhecimento de que toda linguagem é nobre.
E não pára por aí não: não são só os periféricos que descobriram e estão demarcando nossa língua, são os índios,os sertanejos, os caipiras,os tupiniquins, sim, com muito orgulho e sem papas na língua!Doa a quem doer.
Quer saber mais,discutir,entender?Vai lá pra ver.Tá feito o convite.


I ENCONTRO COM A POESIA URBANA: SARAUS LITERÁRIOS – DA PERIFERIA PARA O CENTRO
Tem como objetivo conhecer a produção de saraus organizados em vários pontos da cidade de São Paulo e discutir a importância da manifestação dos artistas da periferia, mostrando que ela tem voz e que essa voz também é poética. Para conhecê-la e reconhecê-la como uma autêntica manifestação literária nacional, é preciso não apenas ir à periferia, mas também trazer a periferia par o centro.
PROGRAMAÇÃO -Dia 4 de junho (quinta-feira), das 19h30 às 22hMemorial da América Latina - Biblioteca Latino-Americana Victor CivitaEntrada pelo portão 6

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Debates e discussões

Ontem foi um domingo diferente.A turma lá do sarau da Ademar se juntou para a costumeira reunião e depois assistimos ao filme Quanto vale, ou é por quilo?
Logo após fizemos um amplo debate para discutirmos algumas questões relevantes como as relações de poder em nossa sociedade, o assistencialismo, o papel das ongs, o marketing a serviço do pensamento capital,etc.
Muito bom,muito enriquecedor e eu acho que todos devem ver.Hoje porém, passado o efeito inicial e o impacto primeiro do filme eu acordei me perguntando, numa sociedade onde tudo e todos parecem ter um objetivo final,um objetivo por trás do objetivo,qual será o interesse escondido aí?
Quantas vezes a gente lê um artigo,vê um filme,uma exposição,assiste a tv,sei lá, e não faz um julgamneto mais crítico e acaba "comprando" a idéia que nos foi passada inquestionavelmente como verdade absoluta.
Não é uma tarefa das mais fáceis num mundo com tanta informação, mas vale a pena tentar...