quinta-feira, 26 de agosto de 2010

SELO MEU BLOG TEM CONTEÚDO











Obrigada à equipe do"meu blog tem conteúdo"
por incluir o girassol poético,na lista dos seletos blogs com conteúdo cultural.
Sucesso a todos!





Passatempo






Passa,passa,passa tempo
Num passatempo sem par.
Passa a hora, passa o vento,
Passa tempo de brincar.

Vem a chuva,a ventania
Chega o sol,chego a chorar:
Passou o tempo, o passatempo
E a alegria do olhar...

Não tem mais sonho, tem mais nada,
Nada fica no lugar.
Manhãs douradas se foram todas,
Foi-se o tempo de cantar...

As tranças louras passaram agora
Na tinta branca a se adornar
E de tristeza deixei lá fora
A minha vontade de brindar.

Vão-se as cantigas, as brincadeiras,
E a juventude pra algum lugar;
No tempo tristonho da vida matreira
Que passou o tempo a nos enganar.

(Edilene Santos- Caçando Estrelas)






terça-feira, 24 de agosto de 2010

A lenda do girassol

Girassol a flor do sol (Helianthus annuus)

helianthus significa “flor do sol” e annuus, ano – já que o girassol é uma planta anual.

Para o Feng Shui, o girassol é a integridade e força que temos dentro de nós e que queremos transmitir aos outros.

É a flor do equilíbrio.

A generosidade e exuberância das pétalas amarelas envolve as sementes escuras do miolo, simbolizando o equilíbrio perfeito entre a luz e a sombra, entre o que é expansivo e introspectivo; estimula a conciliação perfeita entre esses dois opostos.
Flor que segue a caminhada do Sol, indica luz, calor, sentimento de conforto, felicidade e sorte.

“O girassol é flor raçuda que enfrenta até a mais violenta intempérie e acaba sobrevivendo.
Ela quer luz e espaço e em busca desses objetivos, seu corpo se contorce o dia inteiro.

“O girassol aprendeu a viver com o sol e por isso é forte.”

É a mais feliz das flores e seu significado e simbologia tem relação com :

LONGEVIDADE DIGNIDADE RESPEITO LEALDADE GLÓRIA ALTIVEZ
Sua cor representa felicidade, alegria, orgulho e amizade.

“Não é uma flor, é um conjunto de centenas de flores”. - Na verdade, é uma inflorescência (um capítulo), e cada uma daquelas pequeninas peças no interior do "sol", é uma flor.

Uma crendice húngara afirma que se algumas sementes de Girassol forem colocadas na janela, ainda no princípio da gravidez, nascerá um menino.

Outra crendice, desta vez brasileira, diz que é possível curar a infertilidade, apenas colocando suas sementes ao sol.

Já a superstição espanhola conta que é preciso onze dessas flores para ter sorte.

O Girassol era o símbolo do sol nas culturas americanas antigas, já era cultivado há mais de 3 mil anos pelos indígenas do norte do México e foi introduzido na Europa em 1510.

Os astecas decoravam seus templos e coroavam suas sacerdotisas com flores de girassol.

Os maias faziam um extrato de pétalas (na verdade, as lígulas), usado como afrodisíaco.
Atualmente, no México, as pétalas são ingeridas após refogadas em óleo, para felicidade do casal no casamento.

Mitologia Grega:
Um certo dia, uma moça chamada Clitia, apaixonou-se pelo deus do Sol Apolo e, sem poder alcançá-lo, observava-o cruzar o céu. Após nove dias, ela foi transformada em um girassol.

A Lenda Do Girassol

Dizem que existia no céu uma estrelinha tão apaixonada pelo sol que era a primeira a aparecer de tardinha, no céu, antes que o sol se escondesse.
E todas as vezes que o sol se punha ela chorava lágrimas de chuva.
A lua falava com a estrelinha que assim não podia ser, que estrela nasceu para brilhar de noite, para acompanhar a lua pelo céu, e que não tinha sentido este amor tão desmedido!
Mas a estrelinha amava cada raio do sol como se fosse a única luz da sua vida, esquecia até a sua própria luzinha.
Um dia ela foi falar com o rei dos ventos para pedir a sua ajuda, pois queria ficar olhando o sol, sentindo o seu calor, eternamente, por todos os séculos.
O rei do vento, cheio de brisas, disse à estrelinha que o seu sonho era impossível, a não ser que ela abandonasse o céu e fosse morar na Terra, deixando de ser estrela.
A estrelinha não pensou duas vezes: transformou-se em estrela cadente e caiu na terra, em forma de uma semente.
O rei dos ventos plantou esta sementinha com todo o carinho, numa terra bem macia. E regou com as mais lindas chuvas da sua vida.
A sementinha tornou-se planta. Cresceu sempre procurando ficar perto do sol. As suas pétalas foram se abrindo, girando devagarinho, seguindo o giro do sol no céu.
E, assim, ficaram pintadas de dourado, da cor do sol. É por isso que os girassóis até hoje explodem o seu amor em lindas pétalas amarelas, inventando verdadeiras estrelas de flores aqui na Terra.

(*contribuição de minha amiga Ruth Previati)

sábado, 5 de junho de 2010

Poetisas

Ah meu mestre, se a mim aprouvesse
De uma dádiva Divina talvez
Possuir uma só minúscula pena
Uma das bem pequenas
Dessas asas que os Homens imaginam
Possuírem os querubins
E que eu ouso dizer que sim
Os poetas e só os poetas sabem
Possuem-nas escondidas...

Quem sabe assim por toda parte
Eu ficasse conhecida...

E se num momento de modéstia à toda prova
Rogasses por engenho e arte
Eu por certo me contentaria
Com uma fração ínfima de teu brilho
Um poema a nascer-me por filho
Espada erguida salvando-me do cativeiro...

Quem sabe assim por toda parte
Eu voasse distraída...

Ando buscando a própria face pelo mundo
Nas telas,nas passarelas,nas avenidas
Onde falenas passeiam fingidas
Cingindo o riso, mascarando a dor.

Ando nos guetos prisioneira,
Me arrastando pelos dias
Mastigando a poesia do desamor.

Não busco fama nem riqueza
À duras penas, só a certeza
Inquietante certeza
De que preciso ser ouvida
E fugindo do modelo imposto
Antes de ser só mais um rosto
Eu possa ser toda coração.

Deus, porém, em infinita sabedoria
Coloca bondade em todas as coisas
E se canta displicente o pássaro liberto
Canta sofrido o que está em cativeiro
E a Humanidade em infantil conceito
Ouve melhor o trinado do lamento.

Canta meu mestre, que já és livre
Eu por enquanto agora me contento
Carregar o fardo como tantas poetisas
Pitonisas estranhas
Servas do seu tempo...

Eu por enquanto apenas me contento
A sorrir por fora, declamar por dentro...

( Edilene Santos-Caçando Estrelas-ed. Nativa)

Corda Bamba


Que faço eu na corda bamba dos versos
Onde eu mesma me impeço
De cair na real...
Idade dos sonhos longínquos
Espécie de trapézio virtual.
Que faço eu flutuando entre os pássaros
Rebuscando palavras asteróides,
Cometas que rimam, ascendem e caem
Na estéril loucura de um poeta
Que aflito necessita de ar:
Que faço eu senão tentar...

quarta-feira, 7 de abril de 2010


IMPERDÍVEL:PRÓXIMO DOMINGO MAIS UMA EDIÇÃO DO SARAU DA ADEMAR..
UM ESPAÇO ONDE COMUNIDADE,ESCRITORES,POETAS E AFINS REUNEM-SE PARA DECLAMAR,OUVIR,ENVOLVER-SE NESSA PROPOSTA CUJO LEMA É 'PALAVRA PODER PARA O POVO.

11/04/2010 17HS

BAR DO CARLINHOS-

RUA LUIS CRULS, 60 -ALTURA DO NUM. 2975 DA AV.CUPECE

3422-3292-CARLINHOS

9466-9067-LIDS

domingo, 7 de março de 2010

MULHER


Meu carinho a todas as mulheres ,anônimas ou não, que fizeram ou ainda fazem do mundo um lugar melhor para se viver.



Mulher,

Tens sete sentidos

São sete chaves do poder...


Mulher,

Mística flor,pétala serena

Seiva suave de uma árvore suprema

Indecifravel mulher...


Força felina e manhosa

Mulher frágil e poderosa,

Sobretudo mulher...



Um sopro de vida no mundo

Alma do sonho e da dor

És assim quase perfeita:


Perfeita dádiva do Criador!


(Edilene Santos- Caçando Estrelas-Ed.Nativa)



sábado, 16 de janeiro de 2010

Meninas


Menina magra de olhos fundos
Sem sol,sem fé, sem futuro
De seios e nádegas e asco e cheiro vagabundo
Menina de um vazio profundo...

Um oco no ego e no estômago
Alimentando a luxúria esdrúxula
Menina sem fada,nem estórias, nem bruxa:

Só monstros e prisões banhadas
Do choro infantil que já nem sai

Só um dia a mais de sobrevivência
Da vida que de vida não possui nada

É século vinte!
Salvem as meninas exploradas...
Edilene Santos (Caçando estrelas-2001)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Em nada creio

Em nada creio
e Deus sabe
o quanto nisso acredito.

Creio como quem morre,
creio como quem sofre,
creio como quem lança um grito.

Em meus poemas, por exemplo,
só creio quando ainda
não estão escritos.

João Andrade