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terça-feira, 10 de julho de 2012


Inequações do amor

Eu te amo tanto e infinitamente
Tanto quanto me seja possível
Amar passado futuro e presente
No quântico elixir presumível
Da exatidão de cada semente...

Eu te amo tão significativamente
Quanto o princípio e o fim plausível
Do rastro luminoso da estrela cadente.

Eu te amo tonto e tão cegamente
Quanto o raio do sol nascente
Nos olhos do espírito inaudível
Clamando a aurora incandescente.

Eu te amo na simplicidade dos olhos
No complexo emaranhado da mente
Eu te amo no jogo das palavras
Nas mãos trêmulas e indolentes...

Eu te amo tanto e sei tão claramente
Tanto quanto me seja permitido
Que por mais que eu tenha vivido
Nunca se esgotará totalmente...

Edilene Santos

(SP 09 de julho de 2012)