quinta-feira, 28 de maio de 2009

A maior flor do mundo

Hoje,passeando pelos milhares de blogs, lendo aqui e ali,fui parar no Caderno de José Saramago.
Confesso que não sou exatamente uma literata,uma profunda conhecedora dos clássicos brasileiros nem muito menos dos estrangeiros.Assim sendo,conheço bem pouco de sua obra.
Há muito desisti de ler todos os livros do mundo(convenhamos ,não dá), ou todos os de leitura obrigatória(também não dá).
Assim permito-me sempre fluir nesse mar de palavras poéticas e vou pescando aqui e ali o que me interessa, o que me chama a atenção.
Foi assim que descobri o curta A maior flor do mundo.Lindo,de uma sensibilidae ímpar,uma lição pra crianças e adultos.
Não vou impor aqui minha vontade, de maneira alguma, deixo à você leitor a delícia de descobrir essa preciosodade que certamente despertará o seu interesse sobre outros trabalhos de Saramago.
Faça girar sua boa vontade, sua sensibilidade e confira...
Pra mim, valeu o dia!
beijos poéticos a todos

*ah...o video está no youtube (facinho ,facinho)
http://www.youtube.com/watch?v=-KTL94Rl7CI

Girassol



Um girassol esquecido
De olhar perdido
fitava o sol.

E resplandecia
De calor e energia
Num riso só!

O girassol esquecido
Sentia-se tão querido
Que dava dó:

Do amarelo esmaecido
nas tardes poentes
Onde o sol ausente

Transformava-o em gira...
só...


(Edilene Santos)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Enquadramento

Quem sou eu que me atrevo a esta altura da vida escrever no mundo virtual?Um mundo já tão cheio,tão repleto de informações e de impressões da vida,feito uma cidade velha, já desgastada e sem espaço pra novos imigrantes?
Não sei...nem eu mesma sei...Sei apenas que escrever é urgente e preciso, pois que a alma transborda e a lágrima cai mais uma vez.
Quanto mais eu busco companhia mais me encontro sozinha e mais me atino a idéia de uma labuta solitária.
É estranho ser escritora,entender-se escritora.Escrevo pra que?Para quem?Quem haverá de me ouvir?
As vezes me canso, canso de buscar minha identidade,meu grupo,meu espaço que é ao mesmo tempo o espaço de todos nós.
Não sei porque ainda há tantas muralhas,tantas barreiras,tantas margens, mesmo no discurso de pessoas que se dizem não preconceituosas,iguais.
Há muita gente brigando contra o sistema,mas que na verdade, na prática, só reconhece aquilo que é sitema.
Pra trabalhar precisa ter experiência e registro em carteira, pra ser empreendedor há que ter dinheiro,ambição,disposição e sorte, pra ser bom tem que ter credencial,ser monge,padre,santo,sei lá...tem que ter crachá,indicação,permissão.
Precisa pertencer a classe a,b,c,d,e...mas tem que se enquadrar de alguma maneira,sempre...
A Poesia parece-me assim o único espaço onde ainda é possível fugir desse enquadramento,desse pensamento positivista,racional,radical...alçar voos maiores, de preferência numa vertiginosa espiral.