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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Encerrando a gosto


Chora o mundo todo lá fora
Desaba a tempestade
Que o amor calou em mim.

Chora e eu choro e ouço a chuva
Desilusão e dor sem fim.

Folhas,galhos,flores na enchurrada
Pelas ruas,pela escada,
E na vidraça o meu jardim

Sorri encabulado e entristecido
Por amar e se entregar á chuva assim...

Chora a tempestade lá fora
Desaba o mundo,deságua
Toda a mágoa cabe em mim.

Eu aqui sozinha meditando
Mil porquês tamborilando
No telhado envelhecido

E na estampa do vestido
Que das lágrimas vão brotando.

Chove e não é dia de ouvir Bethânia
Bethoveen não vai ao piano
Melhor adiar qualquer plano.

Já rezei,chorei,blasfemei
Quis jogar tudo pela janela
Tentei me convencer,
entender,superar,não dá:

Chove e eu só preciso acreditar.

Se a vida me botou num labirinto
Num jogo sem saída,
Numa brincadeira de mau gosto.

Vou me despir de toda loucura
Me despojar de qualquer usura
Encerrar o mês de agosto.

Deixo os bens,a casa, os móveis
Os retratos,cartas,lembranças,
levo comigo somente as crianças
meus tesouros mais sinceros.

Vou de barco,navio,bicicleta
Deixe sempre uma porta aberta
Na primavera hei de renascer.

Chove manso,devagar agora...
No suspiro doce de meu ser
Pode desabar o mundo lá fora

Na primavera estarei com você...

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